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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

De novo não...

Lá vem você de novo
tentar deixar meu mundo inseguro,
bagunçar tudo de novo,
tirando meu chão, derrubando meu muro.

Já conheço um pouco de suas faces,
já não caio tão fácil nos seus disfarces,
você vem de mansinho, com caras e bocas,
com suas aventuras e histórias loucas.

Eu ainda perco meu tempo para te ouvir,
talvez para tapar um enorme vazio,
deixo me levar, até você me iludir,
mas agora até de sua sombra desconfio.

Não, não vou cair na sua lábia de novo,
com esse seu jeito simpático e carente,
já me derrubou outras vezes,
doce ilusão depois de alguns meses.

Me deixe em paz comigo mesmo,
você vem e tudo parece ficar bem,
por algum tempo, mas logo depois,
conheço sua verdadeira face e desdém.

Não, não quero mais entrar em conflitos,
esse cupido escolheu o alvo errado,
pois aqui não existe mais um apaixonado inocente,
mas alguém com amor próprio e não um simples mortal carente.


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