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sábado, 21 de novembro de 2015

Toda noite

E assim se foi mais um dia,
um dia de levantar cedo, ir trabalhar,
voltar pra casa com mais um dia vencido,
mas não, não foi mais um dia vencido,
foi mais um dia que deixei a oportunidade passar,
depois de olhares, sorrisos e até conversas,
de novo o dia passou muito rápido,
e, junto com ele se foi o medo de lhe falar,
falar o quanto estou gostando de você.

Queria saber usar as palavras mais corretas,
queria saber o exato momento que poderia me declarar,
mas por medo de ser rejeitado, guardo isto no peito,
vou deixando me sufocar, me corroer por dentro,
já não durmo direito, já não tenho apetite,
sinto aquele frio na barriga que na verdade não é frio,
é um arrepio, o sopro das asas das borboletas,
a brisa dos apaixonados.

Conto as horas esperando você chegar,
quase enlouqueço com os minutos que faltam para você aparecer,
Onde você está agora? Será que se atrasou?
Finalmente você aparece, minhas pernas amolecem,
meus olhos fixam seu andar, cada vez mais próxima de mim,
você passa por mim, trocamos olhares, um leve sorriso,
falamos palavras apenas por olhares.
Mas será que só eu que imagino isso?
Será que você sente a mesma coisa por mim?
Que dúvidas cruéis que dominam meu coração...

E o fim do dia chega sem eu conseguir lhe dizer,
que por mais que eu tente não consigo te esquecer,
vou para minha cama com o coração aos prantos,
já não resisto mais aos seus encantos,
e, toda noite, fica essa paixão latejando em meu coração.

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